VI Seminário de Literatura – Minas e o Modernismo

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Há 90 anos, a literatura brasileira foi sacudida por um significativo evento artístico que abalou as raízes da nossa tradição literária.

De 1922 a 1930, ocorreu a fase heroica desse movimento de renovação poética, como apontou o crítico montesclarense João Luiz Lafetá; fase marcada pela atitude irreverente, rebelde, em busca de maior liberdade de expressão e de novas formas para a nossa literatura.

De 1930 a 1945, passada a euforia influenciada pelos manifestos de vanguarda europeia, os escritores brasileiros chegaram a uma nova fase, a do amadurecimento, quando a radicalidade foi sendo substituída pela consciência crítica, e a arte se juntou ao suporte ideológico, de denúncia social.

Segundo Antonio Candido, em “A nova narrativa” (1989, p. 204), “A partir de 1930 houve uma ampliação e consolidação do romance, que apareceu pela primeira vez como bloco central de uma fase em nossa literatura, marcando uma visão diferente da sua função e natureza”, destacando-se autores como Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Jorge Amado, entre outros.Essa fase foi caracterizada, de acordo com Alfredo Bosi (1997), pela apresentação de uma ficção regionalista, do ensaísmo social e do aprofundamento da lírica moderna no seu ritmo oscilante entre o fechamento e a abertura do eu à sociedade e à natureza.

Se essa primeira onda de romancistas produziu uma literatura comumente chamada de regionalista, a década de 1950 e as subsequentes foram marcadas por uma renovação estética mais introspectiva, como a ficção de Otávio de Faria, Cornélio Pena, José Geraldo Vieira, Lígia Fagundes Telles, Clarice Lispector e os mineiros Autran Dourado, Lúcio Cardoso, Cyro dos Anjos. A prosa reflexiva de Clarice Lispector, a linguagem inventiva de Guimarães Rosa e a poesia-crítica de João Cabral de Melo Neto e de Carlos Drummond de Andrade completam a renovação estética proposta pelo Modernismo de 1922, mas por caminhos bastante diversos da considerada fase heroica, ou da radicalidade.

A literatura brasileira contemporânea está em crise? O pós-modernismo substituiu ou deu continuidade ao modernismo? O que significam as ruínas do modernismo, ou da modernidade, como quer Silviano Santiago? O VI seminário de Literatura Brasileira pretende trazer ao debate os significados do Modernismo Brasileiro, enfatizando a literatura produzida em Minas Gerais, para refletir sobre o que resta desse movimento artístico na atualidade, suas memórias, suas subjetividades e suas ruínas.

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